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O que é WordPress?

Helen Furtner

Se você tem um site ou está querendo construir um, com certeza já ouviu falar em WordPress.

Mas afinal, o que é WordPress?

Antes de responder essa pergunta é preciso que eu te explique um pouco sobre linguagem de programação.

Calma! Não é nenhum curso avançado, apenas curiosidades mesmo.

Um tal de HTML

Ao construir uma casa, primeiro é preciso montar a estrutura, depois vem a pintura, acabamento e todo o resto.

Com um site é assim também.

Para que possamos construir a estrutura de um site utilizamos uma linguagem de marcação chamada HTML.

Sua função é simples, deixar marcado o lugar de cada elemento do site.

Você que está lendo esse texto pode não ter percebido, mas essa página está montada em cima de linhas e colunas.

Cada item de um site foi pensado antes de ser posicionado.

Para enfeitar a estrutura, dar cor aos botões e formato ao texto utilizamos o CSS, que na nossa analogia, seria como o pintor do site.

Agora podemos acrescentar alguns efeitos, animações e pronto! Você tem um site.

Tá, mas o que isso tem a ver com o WordPress?

Tudo!

Acima está o básico para a construção de um site. O problema é que essa estrutura precisa de um programador.

Então você meu amigo e amiga, que está planejando seu site, pode precisar incluir ou alterar alguma informação no futuro.

Pode ser que o número de telefone do seu estabelecimento mude ou seja preciso acrescentar mais um membro da sua equipe na página Quem Somos.

Há quem prefira deixar esses ajustes nas mãos de um programador em função dos benefícios de ter um site HTML5, que falaremos mais tarde.

Mas e se você tiver um blog e quiser ter autonomia para publicar seus próprios textos?

Antigamente você teria que fazer um curso de programação.

Em 2002, Matt Mullenweg tinha um blog e passava pelo problema que citei acima, foi então que resolveu se juntar com Mike Little para pensar em alguma solução que ajudasse a gerenciar esses conteúdos de forma mais visual.

Criaram então um sistema que unia o site em HTML à linguagem PHP e um banco de Dados.

Assim nasceu o gerenciador de conteúdo mais utilizado no mundo todo: o WordPress.

Pausa para uma curiosidade: o nome WordPress foi ideia de uma amiga do Matt, a Christine Selleck.

O que o WordPress faz

Agora dois elementos foram acrescentados à construção do seu site: a interface de gerenciamento e o banco de dados.

A interface seria como o painel de controle de um carro. Você não precisa ser mecânico para saber quanto de gasolina tem ou quando uma seta está ou não ligada.

A função do painel é deixar visual todos os elementos da programação, assim dá para alterar elementos sem precisar usar códigos de programação.

Já o trabalho do banco de dados é armazenar toda informação que contém no site (textos e imagens) e atualizar essas informações toda vez que precisar.

Agora basta clicar sobre um título, escolher a opção editar e depois salvar.

Para ficar um pouco mais visual, abaixo está um exemplo de como ficaria a estrutura do seu blog caso não existisse WordPress:

<div class=”row”>

<div class=”col-md-12″>

<h1>Título do seu texto no suposto blog</h1>

<p>Seu texto vai aqui dentro.</p>

</div>

</div>

Acho que o queremos dizer nesse momento é: OBRIGADO Matt e Mike!

Amado por uns, odiado por outros

Sim, o WordPress é o gerenciador de conteúdo mais utilizado no mundo.

Sabe porquê?

A tecnologia uniu o mundo dos leigos ao dos programadores.

Para você que está na dúvida se troca ou não o banner do site, lembre-se que essa possibilidade só existe por que um dia alguém pensou em facilitar a vida.

Para os programadores, o WordPress trouxe a possibilidade de fazer parte da ideia, já que a tecnologia é Open Source.

Open Source significa software aberto, ou seja, qualquer um que queira implementar uma melhoria ou tenha identificado um bug pode contribuir para seu crescimento.

Legal né? mas isso também é motivo de críticas.

Há quem diga que o WordPress não é seguro, o que não é verdade. Hoje temos grandes nomes que utilizam essa tecnologia como a Globo e Katy Perry.

Mas e a velocidade do site?

Alguns programadores dizem que o WordPress deixa o site mais lento e menos otimizado para as regras SEO.

O que pode ou não ser verdade.

É claro que um site que não precisa se conectar à um banco de dados é mais rápido, afinal, pense na seguinte analogia:

Você vai à duas lojas fazer um orçamento.

Na primeira o vendedor tem os preços de cabeça e na segunda, precisa consultar uma tabela para te responder.

Isso quer dizer que a segunda loja é pior do que a outra? Depende!

Se o programador souber otimizar bem um código, seu site se sairá muito bem tanto em HTML5 quanto em WordPress.

Claro que dependendo do tamanho, das funcionalidades do seu site e das necessidades da sua empresa uma tecnologia será mais recomendada do que a outra.

A grande questão aqui é não reinventar a roda.

Se você tem um site simples ou até mesmo um blog, não existem motivos para não escolher um WordPress.

Para casos mais complexos, como lojas virtuais grandes, sites mais complexos e portais, talvez seja o caso de investir em uma tecnologia mais personalizada.

Receitinha para um bom desempenho

Agora que você descobriu do que se trata o WordPress, vou deixar uma receitinha de bolo para ter um site bem legal independente da plataforma que você escolheu. Anota aí:

1 – Construa a sua página inicial da maneira mais objetiva possível;

2 – Imagens apenas quando necessário.

Apesar de existirem muitas formas de se compactar e otimizar imagens, pense no cliente utilizando o 3G para acessar seu site.

Menos imagens = menos dados móveis.

3 – Não economize em hospedagem.

Não adianta ter um programador formado em Harvard se sua hospedagem não faz o trabalho dela.

Se tem dúvidas sobre hospedagem, aqui tem um texto explicando tudinho.

4 – Acesse o site de diversos celulares para ver se ele é mobile friendly.

Atualmente 2/3 das pessoas acessam sites através de dispositivos móveis, então pense primeiro em mobile e por último em desktop, o que chamamos de mobile first.

5 – Nunca deixe de se atualizar

O Google muda suas regras sempre, e quando eu digo sempre é SEMPRE MESMO.

Aqui tem um texto sobre as novas regras para ficar atualizadíssimo.

É importante manter o SEO sempre atualizado para nunca cair no esquecimento.

Gostou? Compartilhe esse texto para que mais pessoas possam ficar por dentro dessa tecnologia incrível.

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Helen Furtner
Helen Furtner

Cursou Ciência da Computação e posteriormente se aventurou em Engenharia de Computação pela USP. Desenvolvedora Front End orgulhosa, hoje é especialista em comportamento do consumidor e UX/UI Design.

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